quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Veracidade dos Fatos

Com o surgimento de novas tecnologias colocamos em questão a veracidade das mensagens. Qual será a percepção do público ao ler uma matéria sobre um grave confronto entre trabalhadores em greve e policiais, sendo que o jornalista noticia o depoimento de alguns grevistas e publica a foto de um deles com marcas de balas de borracha? Será que houve abuso de autoridade por parte dos policiais? Qual a veracidade da imagem e do texto desta matéria?
Ao ver a imagem do grevista e ler o depoimento somente de uma das partes envolvidas a matéria esconde o verídico, e nem a imagem e nem o texto estão errados, o que está errado é a falta de profundidade dos dados colhidos, colocando a mensagem como partidaria de uma situação que induz o público a uma conclusão única. Uma foto ampla do confronto acompanhada de um texto com informações e depoimentos de todos os envolvidos seria imparcial e deixaria o público tirar suas proprias conclusões do fato.
Meios de comunicação confiáveis, empresas que manipulam informações com interesses próprios, faremos então igual a Santo Mé, acreditaremos somente em fatos que presenciamos. Certo dia estava parado no transito na avenida General Glicério em Santo André quando vejo um motoqueiro atropelar uma senhora que atravessava a rua na faixa de pedestres, o motoqueiro disse que o farol estava verde e a senhora dizia que o farol estava vermelho para os carros, eu só vi o atropelamento e não reparei se o farol abriu para os carros. Quem estava certo, a senhora atropelada ou o motoqueiro que atropelou a senhora? Eu estava presente no local e vi o acidente, mas não sei dizer quem foi o culpado. O investigativo e o filtro de cada pessoa quando assiste ou lê a mensagem é o que importa, conclusões imediatas e precipitadas sobre determinada mensagem apresentada pode omitir o verídico.
O que torna a mensagem verídica é quem está por traz dela, o meio de comunicação determina a veracidade do texto e da imagem, e cabe ao público receptor filtrar esta mensagem.
Podemos confiar em qualquer postagem na internet sem uma fonte confiável por traz da mensagem? A democracia de postagens optativas e discussões paralelas é suficiente para o investigativo dos fatos?

André Morais

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